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Soluções em radiocomunicação para portos

Soluções em radiocomunicação para portos

Quem opera em portos está acostumado com uma rotina complexa e exigente, onde cada função está interligada com as outras e um pequeno descuido pode acarretar atrasos e prejuízos. Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais dessa atividade tão essencial para a economia mundial e o papel fundamental que radiocomunicação tem na coordenação de toda operação portuária.

Uma atividade cada vez mais importante

O Brasil possui uma das mais vastas extensões hidrográficas do planeta com 8.600 km de costa navegável e 18.600 km de vias interiores. Segundo os dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, o setor portuário movimentou 1,2 bilhão de toneladas em cargas no ano passado, aumento de quase 5% na comparação com 2020. O número é um recorde para o país e até 2026, o setor espera um crescimento de 16%. Em relação aos perfis de carga, houve crescimento na movimentação de granel sólido, de granel líquido, de contêineres e de carga geral.

A grande demanda mundial, sobretudo por commodities e produtos manufaturados, tem alimentado o crescimento do transporte marítimo, respondendo por quase 90% da comercialização de mercadorias entre os países.  Para atender este modal logístico com agilidade e segurança as operações portuárias precisam de controle e eficiência a fim de garantir que as mercadorias sejam recebidas, acondicionadas e embarcadas no menor prazo possível. Além disso é necessário garantir a segurança dos trabalhadores responsáveis por atividades tão importantes, em ambientes insalubres e de alto risco de acidentes. Em resumo, a complexa e difícil logística portuária exige uma gestão eficiente com o emprego de tecnologia, principalmente, por meio da utilização da radiocomunicação.

O setor portuário brasileiro espera um crescimento de 16% até 2026

Operações complexas

As operações portuárias são atividades logísticas que tratam de armazenagem, carregamento, administração e gerenciamento de estoque de mercadorias e que necessitam utilizar transporte aquaviário dentro de um porto organizado.

Esse trabalho envolve diversas equipes e etapas, e conta com um plano de operações e processos bem elaborados e seguros. A coordenação das equipes, o monitoramento e a gestão das informações são críticas e não admitem falhas, por isso as equipes precisam de uma ferramenta que tenha alta disponibilidade e que seja instantânea como um sistema de radiocomunicação.

Em um porto, o planejamento do serviço começa com a escala de atracação, com os planejadores de navio definindo o berço de cada embarcação. O desembarque do contêiner é realizado com um portêiner, guindaste responsável pelo movimento da carga entre o navio e o caminhão. Com a finalização da operação de descarga, o navio é liberado e segue viagem.

A radiocomunicação é ideal para os portos, que possuem atividades extremamente complexas, onde uma comunicação estável e eficiente é imprescindível para o sucesso das operações

No porto, após receber o contêiner, o veículo portuário realiza a movimentação da carga entre o cais e as pilhas, levando-a à localização já definida pela equipe de planejamento. O plano definido pelo portuário é seguido rigorosamente e toda comunicação entre colaboradores acontece via rádio comunicadores.

Na sequência, dentro da logística que envolve as movimentações portuárias, os contêineres devem ser posicionados conforme definido pelas autoridades para inspeção das cargas em uma área destinada para atendimento das demandas.

A documentação da carga é analisada pelo departamento responsável e, com a liberação, são despachadas para a retirada do contêiner. O serviço é realizado nos gates com o acesso dos caminhões ao terminal. A carga é transportada até o armazém indicado pelo importador e, após a finalização da entrega, o contêiner deve ser devolvido em terminal direcionado pelo armador.

Comunicação crítica

As operações portuárias são consideradas missão crítica, ou seja, a interrupção em alguma parte da cadeia pode provocar grandes prejuízos e afetar o serviço. Por isso, a comunicação tem que ser confiável para garantir a eficácia das ações. Diferentemente de soluções não projetadas e certificadas para esse fim, as quais são consideradas instáveis e que podem sofrer interferências, um sistema profissional de radiocomunicação (LMR/WAVE) agrega uma série de vantagens para a comunicação em operações portuárias, incluindo a interoperabilidade de tecnologias.

Algumas das vantagens de uma rede LMR é a operação em uma única frequência, proporcionando uma comunicação muito mais estável e confiável, e que a tecnologia digital oferece também soluções para a transmissão de dados, garantindo maior produtividade para as operações críticas.

Facilidade e foco

Um sistema de radiocomunicação é simples, rápido e direto. Por meio do PTT (push-to-talk) é possível simplificar o processo e facilitar a comunicação entre os envolvidos nas operações que dependem da informação para a execução do serviço.

Quando falamos em portos, o foco se torna extremamente necessário para evitar distrações e não interromper as operações. Algumas docas, por exemplo, adotam a proibição de smartphones para funções específicas de operações portuárias com intuito de evitar interrupções no trabalho por causa de distração do operador.

Robustez e durabilidade

Para operar em situações críticas é necessário um aparelho robusto com um certificado de durabilidade para suportar eventuais condições adversas. Os rádios comunicadores são submetidos a testes de resistência de padrão militar e com graus de proteção para jatos de água e até submersão, reproduzindo as condições mais comuns no dia a dia.

Para ser usado principalmente em portos, o aparelho precisa estar apto para suportar diferentes condições, desde quedas das mais variadas alturas até ciclos diferentes de temperatura. Em todos os testes, os rádios comunicadores demonstram a eficiência necessária, bem diferente da resistência dos smartphones disponíveis no mercado. Os testes dos rádios comunicadores são extremamente exigentes e garantem a confiabilidade e durabilidade de todos os produtos.

Os rádios passam por testes extremamente exigentes que garantem a confiabilidade e durabilidade de todos os produtos Motorola

Interoperabilidade

A capacidade de sistemas diferentes se conectarem é extremamente útil para o mercado, isso define a interoperabilidade. Com a evolução da tecnologia, isso virou mais um mecanismo favorável pela combinação de dispositivos diferentes integrados.

Apesar de um radiocomunicador ser o principal meio para troca de informações entre os portuários, o aparelho não se restringe apenas a característica de operação PTT (push-to-talk).

Linha WAVE PTX da Motorola, que utiliza a tecnologia PoC, integra vários dispositivos em um único sistema de comunicação

O PoC (push-to-talk over cellular) é a combinação de um sistema dedicado de voz e um smartphone. Trata-se de uma aplicação na nuvem, utilizando uma conexão de internet através das redes das operadoras de telefonia LTE, 4G/5G, ou uma conexão WiFi, para realizar as comunicações por meio de terminais dedicados ou APP no seu smartphone.

Além de favorecer a interoperabilidade a vantagem do PoC é o baixo custo de implantação, já que não requer uma infraestrutura exclusiva e pode ser feita por meio de um aplicativo ou equipamento dedicado para essa funcionalidade.

O PoC permite integração a sistemas privados de radiocomunicação para criar uma rede unificada, permitindo o uso de redes de comunicação de tecnologias diferentes. Com o sistema é possível aumentar o alcance das redes, além de fazer chamadas privativas, de forma rápida, usando o PTT em qualquer lugar do planeta através de uma conexão à internet.

A evolução do rádio

A radiocomunicação se firmou como um instrumento seguro e eficaz para as diferentes atividades, facilitando a comunicação de acordo com a necessidade do serviço. Só que o radiocomunicador não parou no tempo. Ele evoluiu acompanhando a digitalização e as necessidades das empresas quanto ao controle, gestão e segurança. Atualmente, além de voz, o aparelho também transmite dados, disponibilizam a localização, registram as conversas e mensagens e possuem diversas outras funcionalidades que o tornam cada vez mais eficiente e insubstituível.

O MOTOTRBO Ion é um exemplo de evolução do rádio, que reúne o desempenho PTT com um ecossistema Android

Investir em rádios comunicadores é um passo importante para qualquer empresa, principalmente, as que operam em situações críticas, já que esse é um recurso totalmente tecnológico e de alta durabilidade. A vida média de um rádio é cerca de 15 a 20 anos. Isso garante a interação ideal para que os processos funcionem da maneira adequada e gerem economia ao longo do tempo.

Neste setor altamente competitivo é vital a radiocomunicação para entregar maior segurança, proteção e agilidade.

A implantação da radiocomunicação como solução o dia a dia das atividades portuárias contribui com a melhoria da comunicação entre os colaboradores, conectando todos os setores dos portos com eficiência e agilidade.

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